terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Quem é a DJ NINAH?

Essa DJ tem muito mais que sete vidas. Basta dar uma olhada no face. É DJ pra toda obra, pra eventos pra milhares de pessoas, pra eventos chiques, pra convenções, baladas, festas funk, fitness, eletrônicos...também bate um bolão como modelo...e  é advogada criminalista. Uma mulher de luta, dessas que faz esse mundo girar. Ela vai tocar em Alvinópolis no Carnaval de Alvinópolis. Oportunidade pra galera curtir uma das mais atuantes DJs brasileiras que vai levar um set especial de Carnaval para Alvinópolis. Leiam a entrevista e sintam a pressão

AQP - POR QUE DO NOME DJ NINAH?

DJ NINAH -  Além de ser um apelido de infância de família e amigos, é um nome artístico escolhido pela agência que cuida da minha imagem.

AQP - DE ONDE VC É ? 

DJ NINAH - Belo Horizonte /MG

AQP -O QUE A DJ NINAH TEM DE DIFERENTE? 

DJ NINAH - Autenticidade 

AQP -COMO  ACONTECEU DE TOCAR EM ALVINÓPOLIS? 

DJ NINAH - Estou participando como patrocinadora do evento. 

AQP -VOCÊ TRABALHA SEMPRE PATROCINADA? 

TDJ NINAH - Tenho patrocínio apenas associado com a minha imagem ( lojas, roupas, acessórios, estética  etc...)

AQP - DEI UMA OLHADA EM SEU MATERIAL NA INTERNET. PARECE QUE VOCÊ TEM SETS PARA DIVERSAS SITUAÇÕES. COMO SERÁ O PLAY LIST DE ALVINÓPOLIS?

DJ NINAH -Algo bem carnavalesco mesmo, que agrade o público de todas as idades.

AQP - QUAL O SEU ESTILO PREFERIDO: 

DJ NINAH -Sou DJ há 10 anos, tenho habilidade com todos os estilos mas o deep house tem um espaço especial.

AQP -VOCÊ TEM MATERIAL EXCLUSIVO TAMBÉM? MÚSICAS OU MIX QUE VC MONTOU E QUE FAZEM A DIFERENÇA? 

DJ NINAH -Sim. Tudo vocês encontram na minha fan page/facebook oficial Deejay Ninah

AQP -CITE ALGUNS LUGARES EM QUE TOCOU... 

DJ NINAH -Minas Gerais ( diversas cidades) Rio De Janeiro, São Paulo, Rio De Janeiro, Santa Catarina, Brasília, Goiânia... e fora do país Argentina/Buenos Aires

AQP -VOCÊ TEM UMA EQUIPE OU TRABALHA SOZINHA? 

DJ NINAH - Não. Tem uma agência que cuida da imagem pessoal e agenda e profissionais de som, produtor, fotografo e maquiador/roupas.

AQP -O QUE A GALERA DE ALVINÓPOLIS PODE ESPERAR? 

DJ NINAH - Um carnaval animado com muita música de qualidade e preparado com muito carinho.

QUEM QUISER PESQUISAR MAIS, VISITE OS FACES DA NINAH.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

O BLOCO PIRATAS É UM FENÔMENO

Algumas pessoas criticavam "os Piratas" pelo fato de não utilizarem batucadas tradicionais nem as velhas músicas de carnaval em seus desfiles. Usavam sons adaptados em caminhonetes. Até que vi o bloco ao vivo. Fiquei de queixo caído! O bloco arrasta multidões como nunca antes na história de Alvinópolis. Uma energia doida. Uma galera muito nova acompanhando e curtindo as atrações. Cada caminhonete toca um tipo diferente de música. Tem uma que toca só axé. Outra toca funk. Outra toca Samba. Outra toca pop.  E por aí vai. E vai a galera atrás, muitas turmas fazem seus blocos próprios, fazem abadás coloridos e se agrupam. É um bloco de blocos. Num certo aspecto lembra a estética mad max, com aquelas caminhonetes de som adaptados. No fundo deve rolar uma disputa: qual tem o maior grave? Qual manda som mais longe? Qual arrasta mais multidões? Em cima das caminhonetes, um DJ se equilibrando em cima da caminhonete, controlando o som com seu notebook ou outro suporte. Essa estrutura com certeza não fica barata. Muito arrojo dessa turma. Além do mais, eles são craques no marketing. Tem ainda os caminhões  pipa que vão refrescando a galera, dando uma curada no zinabre. Cheguei à conclusão de que o que era criticado foi  o diferencial e o pulo do gato dos Piratas. Eles não quiseram se apegar aos esquemas tradicionais. Fizeram do jeito deles. Botaram as músicas do tempo deles. E a geração respondeu. Eles são a cara do novo carnaval de Alvinópolis. Entendam que não estou dizendo que o carnaval tradicional das marchinhas e sambas morreu. Muito pelo contrário. No carnaval cabe tudo. Até acho que tá faltando marchinhas. Afinal de contas, duas das mais lindas que conheço, Adeus Marinha e Bambas do Gaspar, são trilhas eternas do nosso carnaval.Temos também a Unidos do Morro e a Bateria Colibri, que fazem samba da melhor qualidade e a Charanga da Rua de Cima, com seus batuqueiros e músicos de sopro. Mas os piratas chegaram e tomaram conta. A Marinha teve de se conformar e os bambas do gaspar tiveram de abrir alas. E viva os piratas !!!

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

ALVIMONTE VOLTA EM BREVE...

JUSTIÇA SEJA FEITA

A Rádio Alvimonte tem história e muita gente boa ajudou a construí-la. A começar pelos idealizadores que fizeram os primeiros esforços e conseguiram realizar o sonho alvinopolense de ter uma rádio com sotaque próprio. Foi criada uma Associação para cuidar da administração, vários voluntários passaram pela diretoria até chegar ao organograma atual. Conduzindo a rádio, pessoas do naipe de um Geraldo Magela de Souza, excelente gestor e uma das pessoas mais idôneas que conheço, o ex prefeito Marcinho que também trabalhou pela implantação da rádio, além de incentivadores voluntários como João Carlos de Souza Carvalho, entre outros. Não poderia deixar de lembrar dos locutores Sidney e Mauro, que vivem para a rádio. Aliás,  a Rádio virou uma escola de locutores. Alguns formados por lá estão hoje em algumas das principais rádios de Minas, como Mauro Lúcio  na BH-FM, entre outros. Lembro também dos contatos comerciais como do atual vereador Samuel Bicoco, que sempre vendeu a Rádio. A Alvimonte caiu no gosto do povo. Depois houve a lamentável perda de prazo de uma renovação de licença, o que acarretou seu silêncio por tanto tempo e a frustração por parte do povo. Houve muita polêmica e especulações, muitas informações desencontradas e o processo foi se alongando. Muita gente já dizia que nunca mais voltaria a funcionar, pois não havia interesse nesse sentido. Mas finalmente estamos vendo esforços reais para que a ALVIMONTE volte a ser ouvida.

JOSÉ SANTANA  MANDA BOAS NOTÍCIAS

Estive visitando o ex-Deputado José Santana, que foi um dos pioneiros na criação da Alvimonte. Ele se disse muito otimista com relação ao futuro da Rádio. Santana vem acompanhando o processo há mais tempo e me informou que as tramitações dessas questões infelizmente são lentas. Mostrou-me mensagem que recebeu do deputado federal Fábio Ramalho informando que a seu pedido, já havia procurado o ministério das comunicações  e que só aguardava a assinatura por parte do ministro para ser promulgado pelo congresso. 

Um dia após a visita, José Santana me encaminhou novo email informando que o ministro acabara de assinar o documento que faltava  Agora só depende da deliberação do Congresso Nacional ( vejam msg em anexo)


MARCUS PESTANA TAMBÉM SE COMPROMETE

Com alegria compartilhei há pouco tempo, uma fala do Deputado Federal Marcus Pestana ao lado do Prefeito João Galo Indio, em que o Deputado se comprometia a procurar o Ministro das Comunicações Kassab, a fim de liberar a licença para que a Rádio Alvimonte retorne. O Prefeito João Galo Índio também soube reconhecer a importância da Rádio e é outro que está empenhado para que a voz de Alvinópolis volte a ser ouvida. O prefeito inclusive acaba de dar retorno em sua página no facebook, informando que o Deputado Pestana já procurou o ministro e que num prazo de 3 meses a rádio poderá retornar às suas atividades. E o Deputado se comprometeu a continuar acompanhando de perto. 

CONVERGÊNCIA

As informações passadas pelos dois nobres políticos coincidem. O que o José Santana informou foi confirmado pelo Pestana.A demanda já foi assinada pelo ministro e agora só precisamos ter um pouco de paciência. 

VONTADE POLÍTICA

É uma das coisas mais poderosas do mundo. Quando existe, dá pra mover céus e terra, religar rádio e até  asfaltar de Alvinópolis a Santa Bárbara passando por Fonseca. Com tantos esforços, não tem jeito de dar errado. 


ALGUMAS PERGUNTAS PERTINENTES

Quem integra a Associação e a diretoria da Rádio hoje? Existe rotatividade de membros, eleições e novas composições? Caso a rádio retorne às suas atividades, quais serão os próximos passos ? O equipamento está atualizado, vem tendo manutenção, já que está há tanto tempo parado? Deve precisar de algum investimento pra voltar a funcionar. Mas se existe mesmo esse prazo de 3 meses pra liberação de licença, a Associação tem de se reunir desde já. Resta saber se a Associação tem...vontade política.

 ALGUNS PITACOS

A Rádio poderia funcionar de forma virtual por enquanto. Seria legal disponibilizar a programação através da internet. As pessoas poderiam ouvir através de seus celulares, através do site ou de um app. Mas pra isso, teria de haver uma mobilização, reunião da diretoria constituída e trabalho voluntário, já que não haveria como monetizar. A não ser que alguém queira bancar...

SUGIRO NOVA LOGOMARCA

As logomarcas mudam com o tempo. A logo antiga da Alvimonte foi retrato de uma época. Mas sugiro a criação de uma nova logomarca, dando uma atualizada, mas com linhas mais simples, de fácil aplicação. Quem sabe um concurso pra escolher a melhor? Novas vinhetas também cairiam bem. 

OUTRA SUGESTÃO


Que tal contratarem também o Eduardo Dudu pra colocar uma pitada de humor na Alvimonte? Ele teria de se enquadrar, se profissionalizar, mas tem veia artística e se trabalhado, tem cheiro de povo. Algo a se pensar...

AMIGOS

Postei com muito prazer uma foto com o meu amigo José Santana, como já postei várias fotos ao lado de outros amigos de longa data. Os bons amigos a gente não esquece. E sobre a Rádio, o importante é que a voz de Alvinópolis volte a ser ouvida, não é Sidney  Ribeiro?

domingo, 14 de janeiro de 2018

COMUNHÃO DE SENSIBILIDADE

Quando recebi o livro "Comunhão" de Maria de Lourdes Camelo e Getulino, já preparei o espírito. Já conhecia a escrita poética da Lulude e sabia de sua capacidade de revolver reminiscencias e jogar luzes sobre o que para muitos poderia passar como banais, cotidianas. E pra ficar completo, a vida tratou de entrelaçar seu destino a outro poeta, o Getulino, que tem a lente masculina, mas também de grande sensibilidade e entendimento da alma humana. Lulude nos leva a uma viagem no tempo, com uma maravilhosa reconstituição de época, lembranças de terra batida e pés nos chão, da Alvinópolis quase vila, dos negros da época e sua posição servil pós escravidão, porém amados e respeitados pelos que se importavam e se solidarizavam com qualquer tipo de injustiça, sobre o recato, elegância e reverência com que as pessoas se tratavam.Não vou comentar sobre cada capítulo. Nem cair na armadilha do "antigamente é que era bom".  Que cada um leia e interprete a partir de suas experiências pessoais. E agradeço muitíssimo por ter sido convidado a comungar de tão puro conteúdo. O efeito foi imediato. Enquanto ia lendo, não houve como não fazer minhas viagens no tempo e revolver algumas memórias profundas. Lembrei-me principalmente da minha mãe, escola de cortesia e delicadeza, uma pessoa de gestos e hábitos suaves. Do meu pai daqueles tempos, que nos levava montando cavalinho no ombro enquanto assoviava um bolero de Bienvenido Granda..Da minha vó de baixo, exemplo de moralidade e bondade. Dos meus tios Caetaninho e João de Vina, Babucho e Tutuia. Do meu avô Dominguinhos, Italiano bravo, consertador de carros que tinha um coração do tamanho do mundo. Forcei a memória um pouco mais e me lembrei de antigos caminhões que precisavam de  manivelas de ferro que os donos tinham de rodar com força para que dessem partida. Lembrei de ferros de passar roupa, que ainda usavam carvão. Dos ônibus tremendões circulando pela cidade, do cinema da rua de cima e do Sr Miltinho, do campinho onde é hoje a garagem da Lopes e Filhos.Do Jardim de infância e do Grupo de cima com Dona Mariângela, professora master. Depois no colégio com Sr Jayme, Zé Mauro, Rômulo, Aquiles, Xandoca, Maria Gonçalves, Selma, Nita, Silverio, Toquinho, Tatinho, Ênio, Repolês, Amir, Tio Tutuia, pessoas que comungaram conhecimento conosco, lições para a vida inteira. Voltei também as aulas de catecismo onde aprendi sobre o simbolismo da comunhão. Era tudo muito mágico. A comunhão era um ritual lindíssimo de amor e partilha A hóstia era pra mim algo entre o material e o etéreo, um substância tão santa, tão pura, que deveria flutuar na boca. Nada de mastigar. Era pra deixar desmaterializar, alimento espiritual que nos possibilitava o perdão para os erros e sempre, o renascimento. Deixei pra falar de comunhão no final do texto pra linkar com o título do livro e dizer que comungo de tudo nele contido. Mais uma vez agradeço pela consideração. E vamos pela vida afora nessa comunhão de histórias, vivências e delicadezas.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

FESTIVAL 2017 - APONTAMENTOS...

Tudo começou em 1978 quando Chico Franco levou a ideia para o então prefeito Dico Lavanca, que gostou e chamou a turma de formandos do colégio pra organizar. Desde então, são 39 anos fazendo festivais de música. Apenas em 3 anos, não houve dinheiro nem as condições ideais pra fazer. Por isso tá chegando a edição 36.

ANO PASSADO SÓ TEVE A EDIÇÃO LOCAL

Em 2016, embora a edição local tenha sido brilhante, houve uma série de problemas e a edição nacional não aconteceu. Se o pessoal quisesse, poderia ter reconhecido a edição local do ano passado como 36ª, considerando esse ano como a 37ª edição. 

CANCELAMENTO TRAUMÁTICO

fracasso do ano passado me custou caro. Não em termos financeiros, mas morais e psicológicos. Passei o ano de 2016 tentando encontrar alternativas para viabilizar, já que a prefeitura deixou claro que não iria apoiar financeiramente. Tentamos de tudo que podíamos, mas deu errado e como botei a cara, virei alvo da fúria geral. Como se não bastasse a tristeza pelo fracasso, ainda houve especulação de que eu estaria agindo desonestamente em cima de uma verba que nem chegou a sair. 

PRA ENCERRAR O ASSUNTO

Fiquei chateado pelo esforço não reconhecido e pelo tanto que já trabalhamos pelo festival.Quem é honesto fica indignado quando acusado injustamente. Mas por outro lado, não posso recriminar o pessoal por desconfiar e especular. Há muita sacanagem e corrupção em tudo nesse país. Mas não era o caso. A situação me deixou amargurado e travado. Mas quando a turma me procurou propondo uma entrevista passou um filme em minha cabeça e superei a amargura. Nada como conversas esclarecedoras pra dissipar dúvidas e restabelecer a verdade. Ah...e a consciência tranquila.

PT NA CULTURA

É admirável o trabalho do PT e do Jucirley no que diz respeito à cultura. Ele vem coordenando e reestruturando a banda de música, faz um trabalho bacana junto a Escola de Samba Unidos do Morro e com o Congado de NS do Rosário também. Mantém a Selaria Raimundo Nazário, que além dos oficios de Selaria, tornou-se um verdadeiro museu sentimental da cidade e agora, através do Instituto Martelo, abraça institucionalmente o Festival da Música, em parceria com a prefeitura e com a CODEMIG. Depois o pessoal fica indignado por que a maioria dos artistas apoia a esquerda. Tá aí a explicação: é por que a esquerda se importa com a cultura. 

EQUIPE DO FESTIVAL 2017

O Festival desde ano vem sendo conduzido por uma equipe  formada por Jéssica Mara, Thaysson Azevedo, Alessandro Magno, Thales Carvalho, Paulo César Rodrigues, Jovelino Carvalho e o próprio Jucirley. Reuniões começaram a ser feitas logo depois do cancelamento do ano passado e a equipe foi costurando as coisas  até chegar a atual configuração. É uma equipe supra partidária...ou melhor, o partido é o festival de música. 

MUITAS INOVAÇÕES

O Festival desse ano conseguiu ampliar a premiação e é claro que valoriza. O fato de oferecer auxílio para alimentação e descontos para hospedagem, também ajuda. São benefícios para os artistas que fazem a festa e merecem ser bem recebidos. 

FESTIVAL NA PRAÇA DA MATRIZ

Vai ficar interessante. Primeiro por que o local é muito charmoso, um dos principais cenários históricos da cidade. A Bioextratus já fez um evento lá que deu muito certo. O próprio prefeito já me confidenciou que sonhava com o Festival naquele local.Em princípio haverão dificuldades com adequação do espaço, mas se a prefeitura está como parceira, tem todas as condições de solucionar os problemas estruturais. Vai haver alguma choradeira com relação ao barulho, som alto, etc. Mas são 3 dias apenas. O Padre podia até abençoar o festival, para que aconteça por mais 300 anos...

terça-feira, 27 de junho de 2017

ALVINÓPOLIS É UMA VERDE TERRA

( Foto :  Mirlene Dalmásio )
Quem criou o nome VERDE TERRA  foi o Carlinhos Gipão. A ideia inicial era de se chamar TERRA VERDE, mas por sugestão do Manoel, invertemos e ficou Verde Terra. Claro que o nome foi homenagem a Alvinópolis, uma cidade no meio do verde, das pastagens, das matas, dos bambuzais. Foi uma época maravilhosa de muitas aventuras e de criatividade exacerbada. Chegamos a criar mais de 50 músicas próprias. Viajamos por boa parte do estado de Minas Gerais e até fora do estado levando o bom nome de Alvinópolis. Chegamos inclusive a gravar o primeiro disco vinil de artistas de Alvinópolis com 4 músicas ( não sei se alguém mais chegou a gravar). O disco fez um sucesso relativo, chegando a tocar de forma espontânea em dezenas de rádios espalhadas pelo estado. 

MÚSICAS FEITAS NA SALA DE AULA

Interessante que muitas músicas do grupo foram feitas em sala de aula. Uma delas, que foi inclusive vencedora em um festival de alvinópolis, foi feita em uma aula de literatura com a professora Maria Gonçalves, a música MASSACRE NO SOLIMÕES. Maria nos deu uma aula de interpretação de texto com várias expressões indígenas. Dico era meu colega de carteira. Ele começou a criar uma batida ritual debaixo da carteira e ali surgiu um ritmo bem diferente. A letra também saiu na hora. A música saiu prontinha em menos de 10 minutos. Outra música feita em sala de aula foi PROGRAMAÇÃO DE GENTE, a partir de uma aula dessa vez com o professor José Mauro, que nos contou sobre o avanço da tecnologia japonesa, dos seus robôs e computadores. Havia matéria prima à vontade para as nossas canções.

APOIO TOTAL DO COLÉGIO CÂNDIDO GOMES

Éramos bons alunos, não dávamos trabalho e tínhamos apoio irrestrito do Colégio. José Jucazim era quase um parceiro do VT, enfim. Não tínhamos do que reclamar. Tínhamos também total apoio dos colegas, dos professores. Foi uma fase de ouro.

APOIO DO PADRE BENTO TAMBÉM

Numa certa ocasião estávamos levantando dinheiro para pagarmos uma kombe para nos levar para tocar no Festival de Caratinga. Já estávamos desanimados, pois tava difícil conseguirmos o dinheiro de que precisávamos. Nossa última esperança era o Padre Bento, que também era fã do VT. E não é que ele tirou dinheiro do próprio bolso e nos possibilitou viajar? Depois disso nossa amizade aumentou e tocamos várias vezes na igreja, com muita alegria e gratidão, logicamente à Deus e ao amado Padre.

SE O MEU DINHEIRO DESSE E O DESTINO QUISESSE.

Sonhamos em gravar um CD com pelo menos 15 das nossas músicas. Tentamos de todo jeito, mas o destino pelo menos até hoje não nos permitiu. Não desistimos. Enquanto houver vida há esperança. E sem falsa modéstia, o trabalho é mesmo bom e relevante. Mas ainda não encontramos um jeito. Vamos continuar tentando. Um dia vai. E se não for é por que não era pra ser mesmo.